{"id":3084,"date":"2017-05-16T19:24:51","date_gmt":"2017-05-16T19:24:51","guid":{"rendered":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/?page_id=3084"},"modified":"2017-06-14T14:50:16","modified_gmt":"2017-06-14T14:50:16","slug":"a-centopeia-que-sonhava","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/?page_id=3084","title":{"rendered":"A CENTOPEIA QUE SONHAVA"},"content":{"rendered":"<p><script src=\"http:\/\/arquivos.weblibras.com.br\/auto\/wl-min.js\"><\/script><br \/>\n<script>\n   var wl = new WebLibras();\n<\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/projetoabelha.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Centopeia-que-sonhava.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3087\" src=\"http:\/\/projetoabelha.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Centopeia-que-sonhava-300x287.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"287\" srcset=\"http:\/\/projetoabelha.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Centopeia-que-sonhava-300x287.jpg 300w, http:\/\/projetoabelha.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Centopeia-que-sonhava.jpg 628w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>L\u00e1 ia a centopeia pensando com seus bot\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2015Mas que vontade de voar, pensou, ao ver a andorinha l\u00e1 no alto.<br \/>\n\u2015Mas que vontade de nadar, pensou ela, quando viu o peixinho vermelho fazer maravilhas dentro da \u00e1gua.<br \/>\n\u2015E cantar como o curi\u00f3, que dobra suas notas que \u00e9 uma beleza!<br \/>\n\u2015\u00c9, mas centop\u00e9ia n\u00e3o voa, n\u00e3o nada e nem canta, concluiu com tristeza. \u2015Tenho que me conformar e ficar andando com minhas cem perninhas e ainda achar bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00ed ouviu uma vozinha que chegava do alto de uma \u00e1rvore.<br \/>\nEra a andorinha, que lhe disse:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Dona Centopeia, estou vendo que a senhora tem vontade de voar.<br \/>\n\u2013 \u00c9 verdade \u2014 respondeu \u2013, mas n\u00e3o posso, n\u00e3o tenho asas, s\u00f3 tenho perninhas, que servem para andar mas n\u00e3o para voar.<br \/>\n\u2013 Mas a senhora pode voar comigo, nas minhas costas!<br \/>\n\u2013 Ser\u00e1 mesmo que posso realizar esse sonho, ir l\u00e1 em cima, nas nuvens, ver tudo do alto?<br \/>\n\u2013 \u00c9 claro que pode, venha!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais que depressa a centopeia subiu nas costas da andorinha, que saiu voando. Em poucos instantes j\u00e1 estava l\u00e1 no alto. Era uma maravilha ver tudo ficar pequeno ali embaixo. Como o mundo era grande l\u00e1 de cima, e bonito, azul, e que ventinho gostoso ela sentia. Nem teve\u00a0medo, de t\u00e3o animada que estava com a experi\u00eancia. \u2015Devo ser a primeira centopeia do mundo a voar\u2016, pensou ela com suas perninhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Vamos descer, dona Andorinha, \u00e9 emo\u00e7\u00e3o demais. E desceram.<br \/>\n\u2013 Quando quiser voar de novo \u00e9 s\u00f3 falar \u2014 disse a andorinha, e sumiu no c\u00e9u como um raio.<br \/>\n\u2015Voar foi poss\u00edvel\u2016, pensou a centop\u00e9ia. \u2015Mas nadar n\u00e3o tem jeito, a\u00ed s\u00f3 sendo peixe mesmo.\u2016 Ela, ent\u00e3o, ouviu outra vozinha que vinha da \u00e1gua.<br \/>\n\u2013 Ei, dona Centop\u00e9ia, a senhora tem vontade de nadar? Ir l\u00e1 no fundo e descobrir um outro mundo colorido?<br \/>\n\u2013 Mas como, seu Peixinho? Ser\u00e1 poss\u00edvel? N\u00e3o vou morrer afogada?<br \/>\n\u2013 N\u00e3o \u2014 disse o peixinho \u2013 a senhora sobe nas minhas costas, se agarra direitinho e prende a respira\u00e7\u00e3o por uns minutos. Boca fechada e olhos bem abertos. Vai dar certo. \u2014 E deu mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A centopeia subiu nas costas do peixinho, prendeu a respira\u00e7\u00e3o e\u2026 foi outra maravilha! Como era bonita a \u00e1gua azul, limpa, cheia de outros peixinhos coloridos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A centopeia levou um susto enorme quando apareceu um peix\u00e3o. \u2015E se ele pensar que sou uma minhoca?\u2016 Mas n\u00e3o pensou. Nadar era uma maravilha. A vida debaixo da \u00e1gua \u00e9 outra coisa. Mas s\u00f3 para quem consegue prender a respira\u00e7\u00e3o por bastante tempo, e ela j\u00e1 estava aflita para subir. E subiram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Obrigada, seu Peixinho, foi uma beleza!<br \/>\n\u2013 Quando quiser nadar de novo \u00e9 s\u00f3 falar \u2014 disse o peixinho \u2013 Mas tenho outra surpresa para a senhora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O peixinho pegou uma conchinha, amarrou num barbante fino e disse:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Suba, dona Centopeia, vamos correr por cima da \u00e1gua! \u2014 E saiu nadando, puxando a centopeia a uma velocidade incr\u00edvel. Foi o m\u00e1ximo! \u00c9, a coisa estava ficando boa. Ela, uma simples centopeia, j\u00e1 havia voado e nadado, e n\u00e3o tinha asas nem era peixe!<\/p>\n<p>Mas cantar como o curi\u00f3, isso sim que n\u00e3o podia nem deveria haver jeito. N\u00e3o tinha voz, n\u00e3o sabia produzir uma melodia. Mas de novo a centopeia ouviu uma voz, que desta vez vinha l\u00e1 do alto de uma laranjeira. Era o curi\u00f3, que dizia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u2013 Olha, dona Centopeia, cantar a gente aprende. Tem gente que sabe educar a voz e canta que \u00e9 uma beleza. Mas eu tenho uma coisa melhor que cantar: \u00e9 tocar uma flautinha.<br \/>\n\u2013 Como pode ser isso, seu Curi\u00f3?<br \/>\n\u2013 Eu fa\u00e7o uma flauta de bambu bem feitinha, ensino as notas para a senhora e a\u00ed podemos tocar e cantar juntos.<br \/>\n\u2013 Essa eu nem acredito.<br \/>\n\u2013 Mas vai acreditar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o curi\u00f3 fez uma flautinha com um som muito doce e bonito. A centopeia ficou t\u00e3o entusiasmada com as aulas que aprendeu logo. Ela tocava bonito, e todos os bichos da floresta iam ouvir a centopeia flautista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A centopeia agora tinha um \u00faltimo desejo: pular de galho em galho l\u00e1 no alto das \u00e1rvores da floresta. Mas como, se\u00a0n\u00e3o conseguia nem dar uns saltinhos aqui na terra? Foi quando chegou o macaco, com um riso bem esperto nos l\u00e1bios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Se a senhora quiser saltar, \u00e9 s\u00f3 subir aqui nas minhas costas e se segurar bem.<br \/>\n\u2013 Claro que quero! Vai ser muito divertido ir saltando por a\u00ed de galho em galho!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E foi uma algazarra. O macaco pulando, gritando e rindo, com a centopeia agarradinha nas suas costas. Parecia um circo, o macaco era mestre no salto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A noite foi chegando e a centopeia estava muito feliz com todas as aventuras daquele dia. De repente se deu conta\u00a0do que havia acontecido: ela n\u00e3o sabia que tinha tantos amigos na floresta e que tudo\u00a0o que ela n\u00e3o conseguia fazer sozinha ela podia fazer com a ajuda dos outros bichos. Podia voar sem ser p\u00e1ssaro, nadar sem ser peixe, cantar sem ter voz e pular sem ter pernas e bra\u00e7os de macaco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u2013 Quem tem esses amigos pode tudo \u2014 concluiu ela. \u2014 Juntos vamos muito longe!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00e1 ia a centopeia pensando com seus bot\u00f5es. \u2015Mas que vontade de voar, pensou, ao ver a andorinha l\u00e1 no alto. \u2015Mas que vontade de nadar, pensou ela, quando viu o peixinho vermelho fazer maravilhas dentro da \u00e1gua. \u2015E cantar como o curi\u00f3, que dobra suas notas que \u00e9 uma beleza! \u2015\u00c9, mas centop\u00e9ia n\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/3084"}],"collection":[{"href":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3084"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/3084\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3488,"href":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/3084\/revisions\/3488"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}