Inteligência Emocional, Crianças e Nossa Participação

Nosso projeto mais valioso!

A habilidade de reconhecer os próprios sentimentos, compreender os sentimentos dos outros e saber lidar com eles é o que a psicologia chama de inteligência emocional (QE), pois confere a serenidade e o discernimento necessários para que as funções cognitivas trabalhem plenamente.

Os principais benefícios de desenvolver a inteligência emocional são: melhor conhecimento de si e aumento da autoestima, auxiliando diretamente na construção de relações interpessoais saudáveis e na forma de entender e resolver conflitos, resultando no melhor rendimento social e pessoal. Contudo, ter inteligência emocional é um grande desafio para milhares de pessoas e quanto antes este processo se inicia, mesmo sem o conhecimento conceitual, maiores são as chances de uma pessoa se tornar inteligente emocionalmente, logo, de ser uma pessoa mais segura, centrada, positiva e ciente de suas capacidades.

Sendo assim, é nosso papel auxiliar o desenvolvimento desta Inteligência em nossos pequerruchos desde a primeira infância, pois nesta fase, com o estabelecimento dos vínculos afetivos e amostras de carinho, a criança vai explorando sentimentos, reações, imitando e identificando emoções e situações. Por exemplo, aprende a identificar emoções básicas, como alegria, tristeza, medo ou raiva. Mas, ao ampliar seu vocabulário e distinguir as situações, descobrem novas emoções, o que não significa que sabem lidar com elas. E para tal, reclama a atenção do adulto responsável para levá-lo ao entendimento correto.

O apoio dos responsáveis é fundamental para a autoestima e o respeito, assim, faz-se necessário e urgente que dediquemos tempo aos nossos pequenos a fim de atendermos as suas necessidades emocionais. Precisamos vencer, em nós mesmos, o monstro da negligencia impensada e estar atentos. Auxiliar nas frustrações, incentivar a resiliência e participar das brincadeiras, são algumas dicas e pontos para analisarmos com carinho.

Sobre a frustração, a primeira ideia é reconhecer os esforços dos pequenos para aprender, melhorar ou fazer as coisas bem. Assim, é importante nosso apoio e esclarecimento nos “fracassos”, agindo com paciência, carinho e sinceridade. Neste caso, a psicóloga Gema Theus, enfatiza que devemos explicar o porquê disso ou aquilo não ter sido feito corretamente ou ser proibido e ajuda-los a transformar a raiva, tristeza ou decepção em aprendizado. Por exemplo, ao ver a criança cair da bicicleta, nossa primeira reação é correr para socorrer, no entanto, se a incentivarmos a prosseguir explicando que as quedas fazem parte do aprendizado, possivelmente, a criança cessará o choro e se sentirá encorajada a tentar novamente.

Outro aspecto importante, está na forma de como ensinamos as crianças a solucionarem problemas, pois frequentemente queremos resolver tudo para os pequenos e tiramos deles a oportunidade de pensarem e atuarem por eles próprios. Logo, se pretendemos ter adultos capacitados a resolverem seus problemas e conflitos, se esperamos que tenham resiliência, é importante incentivarmos que as crianças resolvam seus problemas e tomem suas decisões.

Uma dica importantíssima é o incentivo as brincadeiras e jogos, pois através destes os pequenos podem expressar suas angustias, medos e expectativas de forma espontânea, desenvolvem os sensos de competência e de pertencimento, além do controle da agressividade e propagação do bem-estar. “O brincar e a arte são formas de expressão que possibilitam elaborar situações do cotidiano, externando sentimentos”, explica Adriana Friedmann, antropóloga e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (SP).

Lembremos que, o nosso projeto mais valioso é o ser humano e isto implica diretamente às novas gerações. Por isso, ressaltamos que vale muito a pena ler, se informar, buscar conhecimento sobre os temas mais variados que nos apoiam na educação e cuidado aos pequerruchos.

Débora Araújo

Fontes:
https://br.guiainfantil.com/materias/educacao/inteligenciainteligencia-emocional-das-criancas/
https://www.todopapas.com.pt/criancas/psicologia-infantil/a-inteligencia-emocional-e-as-criancas-1767
http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2014/06/5-pilares-para-o-seu-filho-desenvolver-inteligencia-emocional.html

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